V SEMINÁRIO DE DOCÊNCIA E CONTEMPORANEIDADE
FinalizadoPrezadas/os licenciandas/os, professoras/es e pesquisadoras/es, O primeiro evento do SEDOC - Seminário de Docência e Contemporaneidade - surgiu como coroamento de um projeto de extensão (Edital 04/2012 - PROEX/IFRN), cujo escopo foi preparar licenciandos(as) e professores(as) da microrregião do Vale do Assú para o trabalho com temáticas de Educação Inclusiva. Organizada pela Profª Gisele Penatieri e pelo Prof. Avelino A. de Lima Neto, a edição de abertura aconteceu em fevereiro de 2013, no Campus Ipanguaçu. A segunda edição do evento SEDOC, organizado pelas professoras Monalisa Porto e Gisele Penatieri, concentrou-se, por sua vez, na discussão sobre a formação docente no IFRN e ocorreu em maio de 2016, também, no Campus Ipanguaçu. Em 2017, na terceira edição, o evento se tornou internacional por meio da parceria com a Faculdade de Educação da Universidade de Montpellier/França. Dessa vez, foi realizado no IFRN – Campus Canguaretama e abordou a temática “Espaços de formação como campos de luta e de resistência”. Já na sua quarta edição, realizada no ano de 2019, o SEDOC foi sediado pelo IFRN – Campus João Câmara. Nessa ocasião, em que se objetivou discutir acerca da “Formação docente, democracia e tensões ideológicas”, a comunidade acadêmica em decisão coletiva ratificou que o V SEDOC realizar-se-ia no IFRN – Campus Macau, perfazendo assim o movimento necessário de ponte vital do seminário à caminhada itinerante pelas veredas das relações docentes na pesquisa, na extensão e no ensino. Conforme essa trajetória e os múltiplos cenários complexos do contexto contemporâneo, segundo expõe Morran em Os setes saberes necessários à educação do futuro (2000), em 2020, nosso fazer docente foi impactado de forma surpreendente. Nossas vivências enquanto professores foram afetadas no contexto de uma realidade de pandemia, marcada também por um período de isolamento social atípico, inclusive desencadeou em diversos desafios para a manutenção das atividades docentes nos mais diversos níveis de ensino, tornando-se imprescindível a resistência para a garantia das ações. Nessa conjuntura pandêmica, a quinta edição, ocorrerá apenas no início de 2022, no período de 15 a 17 de fevereiro de 2022, ainda por meio de plataformas virtuais. Nesse sentido, busca-se com o evento ressignificar as experiências docentes com foco na temática: Educação para a vida em tempos de pandemia: possibilidades, desafios e experiências no processo de formação docente. Com essa direção, em conexões pelos trabalhadores da Educação no ato de esperançar freiriano, o V Seminário de Docência e Contemporaneidade trará à tona palestras, apresentações de trabalhos e mesas-redondas que possam subsidiar reflexões acerca das possibilidades, desafios e experiências no processo de formação docente, compreendendo a educação a partir do seu caráter ético, politécnico, do ensino integral e formação omnilateral. Tendo em vista, esse horizonte propositivo, em face de desconstruções de paradigmas, o trabalho presente do debate às condições da autorreflexão crítica é tornar oportuna a autoavaliação de abordagens e metodologias, didáticas, problemas, métodos, teorias, saberes, práticas e pesquisas frente aos cenários educativos, seus contextos díspares e correlações em mutação. Assim, o SEDOC torna-se imprescindível como convite para desterritorializar, em conformidade com a noção deleuzo-guattariana*, o pensamento sobre a educação, os espaços fixos de aprendizagem, os territórios das interrelações de ensino à transformação dos educadores(as) que precisam ser inventados(as) para uma educação de quem vive dela, por-, com- e para ela. Não como fim de si mesmo, mas ponte de diferentes cartografias, mapas, memórias, identidades, corpos, linguagens, escritas, vozes, dispositivos, políticas públicas da educação e todo amálgama que lançamos à convocação da ocasião propícia do V SEDOC que enseja as 7 provocações de Morran: 1 – As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão; 2 – Os princípios do conhecimento pertinente; 3 – Ensinar a condição humana; 4 – Ensinar a identidade terrena; 5 – Enfrentar as incertezas; 6 – Ensinar a compreensão; e 7 – A ética do gênero humano. Vamos escreviver a educação? A partir dos GTs propostos: (1) Currículo e formação; (2) Didática, práticas pedagógicas e formação docente; (3) Formação Docente: Práticas Profissionais Integradas e Estágio Curricular Supervisionado; (4) Educação Inclusiva, Direitos Humanos e Diversidade; (5) Políticas Educacionais; (6) Tecnologias Digitais na Formação e na Prática Docente e (7) Educação Profissional: fundamentos epistêmicos. Nesse panorama, a SEDOC instiga toda comunidade docente da educação básica ao ensino superior e demais interessados abrirem-se para o imenso diálogo entrelaçado por trabalhadores e trabalhadoras da educação. E que de forma profícua possam prestigiar uma programação que tem como intuito fomentar o tempo presente sem “um ponto final na história” de luta e resistência dos/das educadores(as) do Brasil partilhadas em vidas pela complexidade da Educação. *DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs capitalismo e esquizofrenia. São Paulo: Ed. 34, 2009. v.1.
Sincronizado em 17/11/2025 às 15:22 (há 4 meses, 1 semana)